<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975954370263997810</id><updated>2011-04-21T16:47:06.783-07:00</updated><category term='crítica'/><category term='jefferson'/><category term='teatro'/><title type='text'>Cadeira Elétrica</title><subtitle type='html'>Um jorro de pensamentos sobre a arte de Tépis.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cadeira-eletrica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975954370263997810/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeira-eletrica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>jeffersonalmeida_3</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01661818104754553854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O7W_NUP4Cc0/SUCS2yBZ_RI/AAAAAAAAAFU/8Yb6CrmooE4/S220/DSC01846.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975954370263997810.post-8978362972978099258</id><published>2008-05-28T22:18:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T19:27:20.364-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jefferson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>UM TRAVA-LÍNGUAS DE BOAS FERRAMENTAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_O7W_NUP4Cc0/SD4912wdz1I/AAAAAAAAAAc/9l_caHUS-qM/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205666214728027986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_O7W_NUP4Cc0/SD4912wdz1I/AAAAAAAAAAc/9l_caHUS-qM/s320/Digitalizar0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dúvida alguma coisa está acontecendo na cena carioca de relevância. Pelo menos nos últimos espetáculos que tenho assistido, noto um depuramento das ferramentas de trabalho do ator que antes me fazia questionar a qualidade de algumas encenações pelo simples fato de não perceber a utilização (seja ela boa ou ruim) do principal equipamento do profissional da cena: o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande experiência me esperava na sala principal do Teatro Miguel Falabella, zona norte carioca. Demetrio Nicolau e sua Companhia Pop de Teatro Clássico levam à cena uma imensa pesquisa em dois campos que, agora, estão em voga: a cultura popular e o corpo em cena. O espetáculo “A aranha arranha a jarra, a jarra arranha o trava-língua”, depois de correr o Rio com temporadas sempre bem sucedidas, se despede da Mostra Norte de Teatro com a certeza de que ali se fez um belo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo se diz infantil e, segundo a classificação etária, é indicado para todas as idades. Acho que o mais correto está na segunda parte da oração: é um espetáculo para todas as idades. Instigante, sensível, cuidado, curioso, tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um cenário, no mínimo, lúdico quatro atrizes – Helena Marques, Amanda Paiva, Cecília Ripoll e Carol Barros – se desdobram para dar vida a trava-línguas conhecidos da forma mais mágica possível. Associando os versinhos a cantigas de roda do folclore e a brincadeiras infantis das mais diversas. Sem adereços e com um figurino simples e colorido resta, então, para dar conta de encantar uma platéia inquieta de crianças (de todas as idades) a ferramenta a que me referi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num trabalho primoroso Nara Keiserman explora o melhor das atrizes que, sem dúvida, compram o barato do espetáculo e se divertem a grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui outra ferramenta é utilizada com requinte. Os recursos sonoros conseguidos através de um trabalho de busca – tentativa e erro – das vozes para essas personagens que são, na verdade, corpos vivos e com vozes, mas que de personagens – como o teatro clássico entende – não têm nada, dá ao espetáculo um clima mágico de fábula, desenho animado, contação de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iluminação, de extrema simplicidade, se dá de forma que ressalte a beleza da simplicidade dos figurinos e do cenário bem como para compor a cena e os desenhos propostos pelas atrizes que dão conta de uma difícil e detalhada direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A aranha arranha a jarra, a jarra arranha o trava-línguas” é um espetáculo para ser experienciado por todos que ainda têm um pouquinho de imaginação e que se pega, ora ou outra, no que podemos chamar de mundo da imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jefferson Almeida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975954370263997810-8978362972978099258?l=cadeira-eletrica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeira-eletrica.blogspot.com/feeds/8978362972978099258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7975954370263997810&amp;postID=8978362972978099258' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975954370263997810/posts/default/8978362972978099258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975954370263997810/posts/default/8978362972978099258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeira-eletrica.blogspot.com/2008/05/um-trava-lnguas-de-boas-ferramentas.html' title='UM TRAVA-LÍNGUAS DE BOAS FERRAMENTAS'/><author><name>jeffersonalmeida_3</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01661818104754553854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O7W_NUP4Cc0/SUCS2yBZ_RI/AAAAAAAAAFU/8Yb6CrmooE4/S220/DSC01846.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_O7W_NUP4Cc0/SD4912wdz1I/AAAAAAAAAAc/9l_caHUS-qM/s72-c/Digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7975954370263997810.post-1555495543881232210</id><published>2008-05-18T11:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-18T11:47:49.274-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jefferson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>A ESTÉTICA E A SENSAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_O7W_NUP4Cc0/SDB5Rq9V15I/AAAAAAAAAAQ/IpbFKMAfrzk/s1600-h/ATgAAACvpwaHl6HoCbwD7nOgFGk8H4NvLuEJsT3NIpIP6RSwRoIdHNNG--5Qv7pNVkrGu4SJt1gsOm6lxjhRPo_EDM29AJtU9VDt0D2WStQWrD1WI_B5xGUizBQHSw.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201790914109233042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_O7W_NUP4Cc0/SDB5Rq9V15I/AAAAAAAAAAQ/IpbFKMAfrzk/s320/ATgAAACvpwaHl6HoCbwD7nOgFGk8H4NvLuEJsT3NIpIP6RSwRoIdHNNG--5Qv7pNVkrGu4SJt1gsOm6lxjhRPo_EDM29AJtU9VDt0D2WStQWrD1WI_B5xGUizBQHSw.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que me faz escrever estas linhas não é um sentimento parcial, mas, pelo contrário, é a eclosão de todos os sentimentos que me transpassam, me tocam, elaboram, implicam, provocam e me dilui, todos eles bulidos pelo impacto de uma sensação que me inundou nesta quarta-feira, 15, ao estar na Sala Cinza (palco de tantas vivências teatrais) olhando, assistindo, sentindo uma experiência que se nomeia “Nós” e que, não aleatoriamente, tem como subtítulo “Eco de um perfume”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construída a partir de um profundo enfrentamento dos pensamentos contemporâneos e o método de criação de personagens desenvolvido por Constatin Stanislawski (desta vez usando-o para, ao contrário do que sempre se pensa, a realização de construções não-realistas) e do texto &lt;em&gt;Nós&lt;/em&gt;. Esta encenação é, como bem diz Luciano Maia, seu diretor/criador, no programa do espetáculo, “o resultado estético, prático, dessa investigação”, e, assim sendo, não tenho pudores em revelar que “Nós – eco de um perfume” é uma experiência estética que interpenetra sensações reais e palpáveis do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes tabus da humanidade é, ainda, a exposição do corpo, mesmo com toda a sua beleza e com toda a delicadeza que um corpo possui. Nesta experiência – acho que posso tratar desta forma – o corpo, o mostrar o corpo, o gostar do seu corpo, entrar em contato com o corpo (o seu e o do outro), ser um corpo, manipular um corpo, dominar um corpo, é um grande jogo de sutilezas bem destrinchadas. A equipe de direção e preparação corporal formada por Elid Bittencourt, Enamar Ramos, Glaucia Reys e Luciano Maia desenvolve com o grupo de atores um trabalho de quase marionete de si próprio. O grupo se movimenta, respira, caminha, se apodera do espaço e dele abdica com extrema precisão, dando ao espectador e possibilidade de observar o que é, de fato, um corpo se movimentando num espaço, ou melhor, no espaço a ele endereçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os figurinos de Beth Filipecki a serviço desse “mostrar corpos vivos” caminha pelo quase ilusionismo fantástico de &lt;em&gt;Peer Gynt&lt;/em&gt; desenhando figuras irreais (quase todo o tempo) com cores que passeiam entre o amarelo e o vermelho e que desenham, nas suas poucas peças que se aderem aos corpos dos atores disponibilizando cada excentricidade dos movimentos são de extrema beleza plástica, além de prestar seu apoio incondicional a uma “estética do corpo”. Para as personagens que mais se assemelham com o real, a sobriedade do negro domina seus corpos muito vestidos, mas não menos vivos e fortes. Em plena comunhão com estes fatores está o visagismo concebido por Mona Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo. Ou vários corpos e um espaço. Ou, ainda, um espaço em relação aos corpos. Enfim, relação entre corpo e espaço. Figuras, aparições, alegorias. Cores, formas, cheiros. Uma caixa preta com fendas. Um espelho que pende do teto. Cadeiras dispostas de formar simétrica compondo um ambiente que nada lembra e que tudo permite. É nesta descoberta espacial que Manoel Pouci insere os fatos mostrados em cena, inserindo, ainda, o público na experiência já que o mesmo está dentro da mesma caixa preta que os atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando o aparato visual da encenação está a delicada luz de Anderson Ratto (manipulada pelo mesmo) que além de estabelecer novos espaços dentro do projeto ambiental de Pouci dita, em alguns momentos, o tônus da cena impondo-se como componente,quase personagem, do que se dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa encenação como esta, em que o que está em voga é uma construção não real de personagens e que, por esta razão, usa-se (belamente, ratifico) de corpos em movimentos ensaiados e repetidos e partiturados, certamente faz-se-ia necessária uma boa trilha. Ou um bom silêncio. Em suma, um ritmo ditado por algum fator. Aqui os dois são utilizados, mas, os méritos da primeira são, sem dúvida, destacáveis. A coletânea sonora cooptada por Luciano Maia, operada acertadamente por Ludmila Marinho e Thaine Amaral, presta serviço tanto para a quebra do ritmo que se vem desenhando como para a reintegração do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionado com as possibilidades que me chegam através da assistência desse acontecimento o único elemento que me parece sobrar é o que é dito. A dramaturgia desenvolvida para que este espetáculo se desenvolvesse me parece que deveria ser descartada a certo ponto do processo. Não faz falta. Aliás, não faz falta. Mesmo levando em consideração todas as discussões sobre “o que é encenação?” eu não consigo enxergar a necessidade de uma dramaturgia para que esta experiência fosse realizada com grande êxito. Esta encenação não precisa de um pretexto para acontecer. É o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto dos atores (Beatriz Ittah, Bia Kleber, Bruno Fagotti, Hectos Gomes, Isabel Chavarri, Giuliano Lara, Kamilla Dornelas, Leonardo Taveira, Marcelo Coelho, Vinícius Tank e Vivian Leão) estão, sem a menor dúvida a disposição da proposta. Cada olho, cada movimento, cada respiração está em acordo com o conjunto, com a obra em si. Jane Celeste Guberfain é a responsável pela colocação da voz dos atores num lugar que não é o real e, tampouco, é incrível. É o lugar da liberdade poética como tanto aponta Maia em seu texto para o programa do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia terminar este texto com uma frase de efeito convidando os interessados a conferir o trabalho, mas prefiro terminá-lo com a imagem de atores que entram pelas fendas de uma das laterais da caixa-preta e que interrompem o seu percurso com um gesto de corpo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Jefferson Almeida&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7975954370263997810-1555495543881232210?l=cadeira-eletrica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeira-eletrica.blogspot.com/feeds/1555495543881232210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7975954370263997810&amp;postID=1555495543881232210' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975954370263997810/posts/default/1555495543881232210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7975954370263997810/posts/default/1555495543881232210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeira-eletrica.blogspot.com/2008/05/esttica-e-sensao.html' title='A ESTÉTICA E A SENSAÇÃO'/><author><name>jeffersonalmeida_3</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01661818104754553854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_O7W_NUP4Cc0/SUCS2yBZ_RI/AAAAAAAAAFU/8Yb6CrmooE4/S220/DSC01846.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_O7W_NUP4Cc0/SDB5Rq9V15I/AAAAAAAAAAQ/IpbFKMAfrzk/s72-c/ATgAAACvpwaHl6HoCbwD7nOgFGk8H4NvLuEJsT3NIpIP6RSwRoIdHNNG--5Qv7pNVkrGu4SJt1gsOm6lxjhRPo_EDM29AJtU9VDt0D2WStQWrD1WI_B5xGUizBQHSw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
